Esse blog tem por objetivo, ser mais um canal de comunicação entre artesãos e os amantes das artes em geral. Promover e divulgar o artesanato,a arte e as feiras de artesanato de forma dinâmica e rapida.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Mensagem do Pastor Apolo Costa
Apesar de todos os lideres terem o mesmo tempo, a cada dia, nem todos os lideres tem os mesmos resultados. Se queremos alcansar resultados diferentes, precisamos fazer coisas diferentes. Efésios 5:15, "Vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios". Bom dia! Pr. Apolo Costa da Comunidade Batista Novo Tempo.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Entrevista com a presidente da câmara municipal de Belo Horizonte, Luzia Ferreira. Arquivo FEMEART.
Este video faz parte do arquivo da FEMEART, e, é parte integrante do documentário da História da Feira Hippie. Quando foi gravado, a deputada estadual Luzia Ferreira ainda era a presidente da CÂMARA MUNICIPAL de Belo Horizonte. Agradecemos a gentileza de ter nos concedido esta entrevista.
Mensagem do Pastor Apolo Costa
O trabalho das pessoas que estão em Cristo, é descansar no Senhor.
Mateus 11:28, "Vinde amim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Bom dia! Pr. Apolo Costa da Comunidade Batista Novo Tempo
Mateus 11:28, "Vinde amim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
Bom dia! Pr. Apolo Costa da Comunidade Batista Novo Tempo
terça-feira, 5 de abril de 2011
MEMORIAL FEIRA HIPPIE
MEMORIAL FEIRA HIPPIE DE BELO HORIZONTE
Em meados dos anos 60 o mundo recebia as notícias vindas das frentes de batalhas na guerra do Vietnã. Indignados com a violência da qual se tinha noticia através da imprensa, jovens americanos e até mesmo pessoas de mais idade, começavam um movimento que daria ao mundo um novo rumo, uma nova direção, um novo conceito político e uma nova visão social: o movimento hippie.
Esse movimento se alastrou rapidamente por todo o mundo. E no Brasil não podia ter sido diferente. As notícias chegavam por meio das revistas O cruzeiro e Manchete, os jornais, rádios e TVs, muito embora censurados davam a exata dimensão do problema. O movimento hippie no Brasil ganhava as ruas, tomava corpo e traçava novos caminhos. A ditadura militar submetia o povo brasileiro a um regime autoritário, que suprimia todos os resquícios do Estado de direito com a adoção do ato institucional nº5 em 13 dezembro 1968.
Em meio a esse tempo de conflito pelo qual passava o povo brasileiro, a coragem e a bravura dos nossos jovens se evidenciavam por todo o país, através dos movimentos estudantis, operários e hippies. Estes últimos adotaram Minas Gerais como cede principal do movimento, o que fez do estado uma referência para todo o Brasil. Nesse tempo, um pequeno grupo de pessoas entre hippies, artesãos, artistas plásticos e músicos, que aderiram à filosofia da paz e amor, buscavam uma alternativa de vida baseada na liberdade, e, sobretudo, na valorização das individualidades das idéias. O grupo era frequentemente encontrado nas ruas, praças e avenidas da capital mineira, mostrando suas caras, seus visuais coloridos e suas habilidades para lidar com as artes.
Em 1969, o grupo ficou ainda maior e mais consistente, a ponto de chamar a atenção das pessoas, não somente por suas cores, mas principalmente por seus comportamentos, pela variedade e pela qualidade dos objetos que produziam.
Ainda que de maneira informal, nascia na Praça da Liberdade a primeira feira hippie do Brasil, o que era muito sugestivo para um movimento que pregava a liberdade. O sucesso foi absoluto, atraiu críticos de arte, mexeu com a sensibilidade de pessoas como Yara Tupinambá, Maristela Tristão e outros aficionados pelas manifestações culturais. Ressaltamos que Maristela Tristão, era uma mulher de visão, enxergou a oportunidade de transformar aquele movimento em um grande acontecimento mundial.
No ano de 1973 o então prefeito de Belo Horizonte Sr. Osvaldo Pieruccette assinou o decreto de nº 2.409 de 05 de setembro de 1973, que criou e institucionalizou a 1º feira de arte e artesanato de BH. E consequentemente do Brasil. A década era de muita dificuldade: os militares estavam no poder; o ato institucional nº 5 ainda vigorava; a repressão aos direitos individuais e a censura a imprensa ainda faziam parte da ordem do dia. As manifestações populares de trabalhadores da construção civil e estudantes estampavam as capas das revistas e as primeiras páginas dos jornais de todo o país. No entanto, o movimento hippie crescia e se consolidava sem fazer barulho, porém vivendo ao que se propunha.
A Feira era uma realidade e já estava confirmada como um grande potencial de atração turística da cidade. No final da década de 70, o governo do então general João Batista de Figueiredo sinalizava com a possibilidade de promover a abertura política no Brasil, abrindo as portas do país e permitindo a volta das pessoas que estavam no exílio. Ainda que desconfiados, nós os brasileiros nos entusiasmávamos com a idéia de que finalmente teríamos a oportunidade de construir uma nação para o nosso povo. Nos anos 80 as palavras de ordem eram as diretas já, Tancredo Neves era eleito presidente da república por um voto indireto, faleceu com uma infecção que o Brasil tomava conhecimento pela primeira vez, o seu vice José Sarney toma posse em seu lugar. Uma comissão escreve a nova carta constituinte em 88, os bois sumiram dos pastos, era decretado o congelamento dos preços, tanto dos produtos como dos serviços. Nos anos 90 vieram os governos democráticos, confiscaram as economias populares, entraram em sena os caras pintadas, o Brasil conhecia o primeiro impeachment de um presidente pós ditadura, em nome da democracia. A liberdade se instalava no país.
Em 1991, a Feira Hippie alcançou a maioridade. O país finalmente era democrático, mas ainda havia pessoas que insistiam em deixar dentro de si a famigerada ditadura. Por conta disso, a Feira Hippie saiu da praça da liberdade e se instalou em um novo endereço: a Avenida Afonso Pena. Muitos boatos, conspirações e inúmeras ilegalidades reacenderam o espírito de luta dessa categoria de artesãos, que se esforçavam para continuar a oferecer o melhor do artesanato não só aos belo-horizontinos, mas também às muitas pessoas que vinham de todas as partes do Brasil e do mundo. Um novo regulamento, e outras feiras foram incorporadas à Feira Hippie, que mudou de nome; passou a se chamar Feira de Arte, Artesanato e Produtores de Variedades da Avenida Afonso Pena, ganhando assim a fama de ser a maior feira de arte e artesanato a céu aberto do mundo. 3.200 expositores, mais de 20.000 empregos diretos e indiretos, cerca de 80 a 130 mil visitantes em todos os domingos.
Hoje a Feira é uma senhora de 41 anos de idade. Reduzida a 2300 expositores, mas sustenta o mesmo numero de visitantes. Sobreviveu ao período negro da história brasileira e passou por diversos tipos de comportamentos de governos municipais. Garantiu o sustento de milhares de famílias e educou seus filhos em universidades. O que era apenas um sonho de liberdade tornou-se uma incontestável realidade, bem fundamentada nos princípios da ética, dos bons costumes e do bom comportamento social. Apesar dos inúmeros problemas que ainda enfrenta, seja por parte do poder público ou por suas lideranças sindicais, ela ainda é capaz de promover o lazer, a descontração e o encontro dos belo-horizontinos com as pessoas que visitam a cidade, oriundas de todas as partes do Brasil e do mundo. Por causa da ausência de mar e de grandes eventos culturais, a feira de artesanato de Belo Horizonte é hoje considerada a praia dos mineiros, o maior acontecimento popular permanente do estado de Minas Gerais.
Em breve será reconhecida como; PATRIMONIO IMATERIAL DA CIDADE DE BELO HORIZONTE.
Por Pr. Apolo Costa
Presidente da FEMEART
Estatuto da FEMEART
Para que não fique duvidas, quanto a autenticidade da documentação da FEMEART. Oriento que quando alguem for ao cartório buscar informação deve levar a razão social correta. No caso da FEMEART é: Federação Mineira dos Expositores das Feiras de Arte, Artesanato e Manufaturados. Essa justificativa tem como objetivo proteger a integridade juridica e representativa da entidade. Que no ultimo domingo foi levianamente acusada de estar enganando a categoria.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Briga entre artesãos e prefeitura sobre Feira da Afonso Pena está longe do fim
Briga entre artesãos e prefeitura sobre Feira da Afonso Pena está longe do fim
Glória Tupinambás -
Publicação: 04/04/2011 07:07 Atualização:
Novas decisões da Justiça deixam em alerta os expositores da Feira de Arte, Artesanato e Variedades da Avenida Afonso Pena, que lutam para barrar o edital de licitação proposto pela Prefeitura de Belo Horizonte para reocupação das barracas. Menos de uma semana depois de conseguir liminar suspendendo a licitação, os feirantes foram surpreendidos por três decisões judiciais contrárias à reivindicação deles. No fim da última semana, o juiz da 3ª Vara de Fazenda Pública de BH indeferiu três dos 11 mandados de segurança movidos por expositores para contestar a legalidade da licitação.
Em despacho, o juiz Alyrio Ramos afirma que não foi comprovada a “a existência de ato ilegal ou abusivo de autoridade”. Para o advogado Lincoln Amaral, que representa alguns expositores da feira, essa decisão judicial é “sinal de perigo à vista”. “Se o juiz entendeu que são improcedentes as alegações de que o edital fere a Constituição por discriminação, há forte tendência de que ele siga a mesma linha e indefira os demais mandados de segurança”, disse Lincoln. Apesar disso, ele aposta na possibilidade de reverter a decisão em instâncias superiores.
Na última terça-feira, depois de quase três meses de protestos, audiências e muita polêmica, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu liminar determinando a suspensão da licitação, sob alegação de que o critério socioeconômico adotado pela Prefeitura de BH era ilegal. “Fomos coroados por essa decisão da Justiça e agora esperamos que a prefeitura pare de agir politicamente e aceite dialogar com os expositores”, afirmou o presidente da Associação dos Expositores da Feira de Artesanato e Variedade da Afonso Pena (Asseap), Alan Vinícius.
A administração municipal garantiu que vai recorrer da decisão. Em meio à batalha judicial, feirantes pedem por “paz para trabalhar”. “Estamos numa situação delicada, sem saber o que vai ser do nosso futuro. Fiz inscrição na licitação e tenho esperança de que dê certo”, contou Alice dos Santos, de 57 anos, vendedora de bombons na feira há 25 anos.
Glória Tupinambás -
Publicação: 04/04/2011 07:07 Atualização:
Novas decisões da Justiça deixam em alerta os expositores da Feira de Arte, Artesanato e Variedades da Avenida Afonso Pena, que lutam para barrar o edital de licitação proposto pela Prefeitura de Belo Horizonte para reocupação das barracas. Menos de uma semana depois de conseguir liminar suspendendo a licitação, os feirantes foram surpreendidos por três decisões judiciais contrárias à reivindicação deles. No fim da última semana, o juiz da 3ª Vara de Fazenda Pública de BH indeferiu três dos 11 mandados de segurança movidos por expositores para contestar a legalidade da licitação.
Em despacho, o juiz Alyrio Ramos afirma que não foi comprovada a “a existência de ato ilegal ou abusivo de autoridade”. Para o advogado Lincoln Amaral, que representa alguns expositores da feira, essa decisão judicial é “sinal de perigo à vista”. “Se o juiz entendeu que são improcedentes as alegações de que o edital fere a Constituição por discriminação, há forte tendência de que ele siga a mesma linha e indefira os demais mandados de segurança”, disse Lincoln. Apesar disso, ele aposta na possibilidade de reverter a decisão em instâncias superiores.
Saiba mais...
Justiça suspende edital da Feira de Artesanato da Afonso Pena Comissão de vereadores solicita revisão de edital da Feira da Afonso Pena Vereadores sugerem anulação do processo licitatório da Feira da Afonso Pena A administração municipal garantiu que vai recorrer da decisão. Em meio à batalha judicial, feirantes pedem por “paz para trabalhar”. “Estamos numa situação delicada, sem saber o que vai ser do nosso futuro. Fiz inscrição na licitação e tenho esperança de que dê certo”, contou Alice dos Santos, de 57 anos, vendedora de bombons na feira há 25 anos.
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